Atendendo a uma solicitação do governo de Angola, estive naquele país, especialmente na capital, Luanda, prestando serviços de Consultoria nas áreas de Comunicação Política e Marketing Político. O dinâmico Comitê Provincial de Luanda, sob a batuta do 1º. Secretário Dr. Bento Bento, assessorado por Fragata de Morais, Norberto Garcia, Manoel Mariano e outros líderes, conta com decisiva força feminina. A OMA, Organização das Mulheres Angolanas, é extremamente ativa.
Angola conta uma história de muita luta e sofrimentos desde os tempos mais remotos. De lá saíram, já no século XVI ― início da colonização portuguesa ― milhões de pessoas para a desgraça da escravidão. Obtida a independência política em 1975, após 26 anos de intensas lutas, Angola mergulhou em sangrenta guerra civil, só encerrada em 2002 com a morte de Jonas Savimbi.
Hoje, buscando sua reconstrução, o país é um imenso canteiro de obras, e precisa de tudo o que se possa imaginar. Empresas brasileiras se encontram atuando em vários setores. De modo especial, na área da construção civil. Nossos artistas também são muito requisitados. Na “Casa 70” (onde tivemos um excelente jantar) anunciavam-se shows de Alcione, Emílio Santiago e Paulo Flores, enquanto no Rodeio eram esperados Roberta Miranda e Mato Grosso e Mathias!
Nossa equipe chegou no mesmo dia em que o Presidente da França despejava lá sua comitiva de cerca de 200 empresários e mais de 50 jornalistas, aumentando o tumulto da cidade. Ele ficou cerca de 12 horas no país e firmou vários acordos. Segundo o Semanário Angolano: “Os empresários franceses que acompanharam Nicolas Sakozy representavam ramos tão diversos como a indústria petrolífera, banca, aeronáutica, produção de equipamentos e construção civil”... “Angola assinou também com os franceses acordo nos domínios da Educação, Saúde Pública e Ensino Superior.”

E é aí que a coisa pega. O Brasil está muito mais próximo de Angola do que a França. Não só no que tange à distância geográfica, mas também quanto à proximidade étnica, cultural, emocional, sociológica e até histórica! Em 1648, mesmo ano de nossa primeira Batalha de Guararapes, o  luso-brasileiro Salvador Correia de Sá, à frente de um expedição de 15 navios e 2000 homens, expulsou os holandeses que pretendiam tomar Angola! Temos a mesma língua e os mesmos hábitos e tradições. Por outro lado, o povo angolano adora o Brasil e os brasileiros, a quem recebe de braços e corações abertos! Por que então esses acordos com os franceses ― de língua, hábitos e tradições tão diferentes ― e não conosco? Não tem o Brasil condições de atendê-los em sua demanda em todos os segmentos dos acordos firmados com uma nação francófila, quando poderia ser com a nossa, lusófona?  A mim me parece que “dormimos no ponto”! Mas ainda há tempo para despertar!.

 
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